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6 dias ou bilhões de anos? Um convite ao mistério da Criação

A busca por sentido é uma das marcas mais profundas da experiência humana. Em meio a rotinas aceleradas, decisões de negócios e desafios criativos, todos nós, em algum momento, nos deparamos com perguntas que transcendem o cotidiano: de onde viemos? Por que existimos? Qual o propósito de tudo isso? Essas questões, aparentemente filosóficas ou religiosas, ganham relevância prática quando conectadas à vida real, aos negócios e à criatividade. É justamente essa interseção que o StáluzCast explora, trazendo para o centro do debate temas que unem espiritualidade, ciência e a prática diária.

STÁLUZCAST 3ª TEMP.

Agência Staluz

2/2/20265 min read

No episódio inaugural da 3ª temporada, o StáluzCast mergulha em uma das discussões mais instigantes da atualidade: “6 dias ou bilhões de anos? O tempo da criação em debate”. O programa, conduzido por Vagner de Carvalho, Diretor Criativo da Agência Stáluz, abre espaço para uma conversa profunda e aberta sobre os diferentes paradigmas que moldam nossa compreensão do início do universo, do papel da fé e da lógica, e da busca por um novo olhar sobre o sentido da existência.

Quem é o convidado?

Para aprofundar este debate, o StáluzCast convidou Welson Marinho, cuja trajetória se destaca pela capacidade de integrar negócios, estudos metafísicos e formação integral do indivíduo. Empresário com mais de três décadas de atuação, Welson é sócio da InHouse, empresa referência em atendimento ao consumidor e tecnologia, e membro ativo da Thélos Associação Cultural Crística, dedicada ao desenvolvimento do pensamento crístico e à integração entre lógica, espiritualidade e ciência. Reconhecido por sua abordagem inovadora, Welson foi convidado especialmente para compartilhar sua visão sobre como conciliar fé, evidência científica e propósito, estimulando reflexões profundas e práticas sobre questões existenciais que permeiam tanto a vida cotidiana quanto os grandes mistérios da criação.

O tempo da criação: entre extremos e síntese

O episódio parte de uma provocação clássica: afinal, o universo foi criado em seis dias, como diz o relato bíblico, ou em bilhões de anos, segundo as evidências científicas? Mais do que escolher um lado, o programa convida o público a investigar o próprio conceito de “tempo” e a linguagem utilizada nos textos sagrados.

Segundo Welson, “a primeira atitude necessária não é escolher um lado do debate, mas investigar o próprio texto. E essa investigação começa por algo aparentemente simples, mas profundamente revelador: a palavra ‘dia’”. No hebraico bíblico, o termo traduzido como “dia” – ‘yom’ – possui uma amplitude de significados que vai muito além da cronologia rígida. “No texto de Gênesis, ‘dia’ não é uma unidade de calendário, mas a síntese de um processo completo. O relato não se apresenta como um tratado científico preocupado em medir durações, mas como uma declaração de sentido”, afirma.

Esse olhar revela que os extremos – de um lado, o dogmatismo religioso; de outro, o materialismo científico – muitas vezes empobrecem o debate. O convidado propõe um ponto de equilíbrio: “Quando compreendemos isso, o conflito entre ‘6 dias’ e ‘bilhões de anos’ começa a perder força. Não porque a fé anula a ciência ou a ciência invalida a fé, mas porque ambas estão tratando de dimensões diferentes da realidade. A ciência investiga o como e o quanto; Gênesis revela o porquê”.

Ciência, metafísica e os limites da razão

Outro ponto de destaque é a reflexão sobre os limites da ciência diante das grandes questões existenciais. Welson ressalta: “O principal limite está na própria constituição da nossa espécie. Somos indivíduos expostos a fatores formativos principais, tudo isso contido em uma ‘caixa que nos aprisiona’ a uma compreensão sequencial, conectados ao Tempo-Espaço”.

A ciência, por sua natureza, parte do que está disponível à observação: os efeitos, os fenômenos, as causas. “Esse método é legítimo, poderoso e indispensável para compreender como a realidade funciona, mas ele carrega um limite estrutural: não alcança a causa primeira, apenas descreve cadeias de causas secundárias”, comenta Welson. É aí que a metafísica entra, não para competir com a ciência, mas para reconhecer que a realidade aponta para algo além de si mesma: uma ordem inteligente, uma fonte originária.

O episódio destaca que tanto a ciência quanto a religião enfrentam o mesmo dilema fundamental: explicar coerentemente a origem de tudo. “O limite da ciência, portanto, não é um fracasso. É uma fronteira natural. Ela é extraordinária para explicar o funcionamento do universo, mas não foi concebida para explicar o porquê último da existência”, avalia o especialista.

Gênesis: além do mensurável

O texto bíblico de Gênesis, segundo a abordagem apresentada por Welson, não se propõe a competir com a ciência, mas a revelar o sentido ontológico da existência. “Gênesis declara que tudo o que existe procede de um TODO absoluto, inteligente e intencional. Um poder que não apenas cria efeitos, mas gera a própria possibilidade de existência”, defende. Para ele, o verdadeiro enigma do texto não está na duração do tempo, mas em compreender a suprema vontade desse TODO em relação à humanidade.

Mais do que oferecer dados, o debate aponta para direção e responsabilidade: “O desafio não é apenas compreender intelectualmente essa Suprema Vontade, mas realizá-la na existência. O conhecimento, por si só, não basta. A compreensão precisa se traduzir em prática, em alinhamento, em vida vivida segundo esse propósito”, destaca Welson Marinho.

Fé, evidência e o desafio do equilíbrio

Conciliar fé e evidências científicas é, segundo o convidado, um dos maiores desafios contemporâneos. O risco está nos extremos: “De um lado, o extremo da fé religiosa institucionalizada, que muitas vezes se fecha em dogmas e rejeita qualquer diálogo com a razão. Do outro, o extremo da materialidade científica, que tende a reduzir toda a realidade ao que pode ser medido, testado e reproduzido”, alerta. O caminho está em extrair o que cada campo tem de legítimo, sem considerá-los absolutos, e buscar uma síntese consciente, orientada por um objetivo maior.

Essa mentalidade, chamada por ele de Novo Paradigma, permite ao indivíduo sair dos extremos e pensar com autonomia, lógica e profundidade. “Conciliar fé e ciência, portanto, não é resolver um conflito externo, mas reorganizar o pensamento. É sair da disputa de narrativas e retornar ao centro: o propósito da existência humana dentro de uma ordem inteligente maior”, conclui Welson.

Um convite à investigação e à prática

O episódio também destaca a importância de uma postura investigativa diante dos mistérios da existência. Welson recomenda: “Adote a postura do cético no melhor sentido da palavra. Não o cético que nega tudo por princípio, mas aquele que não acredita automaticamente, que escolhe investigar, ampliar o eixo da busca e questionar crenças herdadas”. Essa visão está alinhada com o convite do StáluzCast para que o público não apenas consuma informação, mas transforme conhecimento em prática e consciência.

Por que assistir ao episódio?

O StáluzCast, ao trazer esse debate, convida você a repensar conceitos, questionar certezas e buscar uma visão mais ampla sobre espiritualidade, ciência e propósito. O episódio está disponível no canal do YouTube da Agência Stáluz e promete provocar reflexões, inspirar novas perguntas e oferecer ferramentas para integrar sentido e prática à vida cotidiana.

Se você busca conteúdo que transcenda o óbvio, que una lógica, criatividade e espiritualidade, não deixe de assistir ao episódio completo no YouTube ou no Spotify. Inscreva-se no canal e faça parte dessa comunidade que valoriza o pensamento crítico, a busca por sentido e a formação integral do indivíduo.

Acompanhe, reflita e compartilhe! O tempo da criação pode ser o início de uma nova jornada de consciência e propósito.

E para se aprofundar ainda mais no tema, inscreva-se na palestra online da Thélos, que acontecerá gratuitamente dia 31/01, às 19h: https://thelos.org.br/captacao-palestra-online-2026/

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Confira também os episódios das temporadas anteriores do StáluzCast (2025 e 2024) e siga a Agência Stáluz nas redes sociais.

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